Centro de Desenvolvimento Ambiental (CDA)
Ao longo desse período, a estrutura ampliou sua atuação e passou a reunir reabilitação de animais, reprodução controlada, produção de conhecimento científico e engajamento com a comunidade local. O CDA reflete o compromisso da CBMM com a responsabilidade ambiental no território em que atua, contribuindo para a conservação da biodiversidade.
O biorna Cerrado, que caracteriza a região de Araxá, é o segundo maior ecossistema do país. Conhecido como o "berço das águas", ele abriga uma das savanas mais ricas em biodiversidade do planeta, com milhares de espécies de plantas, aves, mamíferos, répteis e insetos. Suas nascentes alimentam oito das principais bacias hidrográficas brasileiras, o que o torna estratégico para a diversidade biológica, para o suprimento de água e para o equilíbrio climático de vastas regiões.
Atualmente, o Centro de Desenvolvimento Ambiental abriga dezenas de animais em seus programas de conservação. Desde sua criação, o Criadouro Conservacionista já atendeu mais de 2.400 animais pertencentes a 102 espécies diferentes, com mais de 1.400 nascimentos registrados ao longo desses 40 anos.
No CDA, cada indivíduo desempenha um papel importante na conservação da fauna. Além do cuidado e da recuperação de animais resgatados, o centro mantém espécies voltadas para pesquisa, educação ambiental, reprodução controlada e programas de reintrodução. Quando possível, os animais são preparados para retorno à natureza, contribuindo para a conservação das espécies e o fortalecimento da variabilidade genética das populações silvestres.
A CBMM foi uma das pioneiras na reprodução do lobo-guará em cativeiro, com 68 filhotes nascidos desde 1990. Atualmente, o CDA conta com 10, entre eles Black, que teve uma das patas amputada após um acidente com máquina agrícola em uma propriedade rural sem qualquer relação com a CBMM. Após recuperado, foi encaminhado ao CDA pelos órgãos ambientais competentes. Outros animais, como tamanduás-bandeira, antas, araras canindé e macacos, também recebem cuidados especializados.
A estrutura controlada do CDA permite que as pesquisas sejam realizadas com alto padrão de bem-estar animal, minimizando o estresse dos animais e garantindo resultados confiáveis. Essa integração entre operação industrial e produção científica amplia o conhecimento disponível sobre o Cerrado e suas espécies.
As atividades combinam conteúdo teórico e vivência prática. O Centro de Desenvolvimento Ambiental (CDA) serve como referência prática, permitindo que os participantes conheçam de perto a fauna e a flora do Cerrado, compreendam os desafios da conservação e discutam o conceito de desenvolvimento sustentável, mostrando como ciência, indústria e natureza podem caminhar juntas.
Outros projetos complementares ampliam ainda mais o alcance educativo. O Projeto Refauna, realizado em parceria com universidades do Rio de Janeiro (UFRJ, IFRJ e UFRRJ), atua na reabilitação e reintrodução de espécies nativas, com destaque para a anta. Desde dezembro de 2017, o projeto contribui para a reintrodução de animais à natureza na Reserva Ecológica Guapiaçu, oferecendo casos reais que enriquecem as atividades de educação ambiental.
O CDA também apoia outras iniciativas de conservação em parceria com instituições de referência. No Projeto TamanduASAS, em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG), o centro recebe filhotes de tamanduá-bandeira na fase final de reabilitação; após esse período, os animais são destinados a áreas de soltura, onde recebem colares de GPS para monitoramento e coleta de dados biológicos. Já o Projeto Ritmos da Vida, desenvolvido com o Smithsonian Conservation Biology Institute, utiliza monitores cardíacos para avaliar o comportamento, a fisiologia e a saúde de tamanduás-bandeira; no CDA, a tamanduá Nancy utiliza essa tecnologia, que permitiu o primeiro registro de avaliação de gestação e nascimento de um filhote da espécie com coleta de dados fisiológicos da mãe. O CDA também colaborou com o Projeto Bandeiras e Rodovias, em uma parceria de pesquisa sobre termografia em tamanduás-bandeira de vida livre no Mato Grosso do Sul, e apoia a colaboração entre zoológicos brasileiros e argentinos, tendo destinado um lobo-guará para uma iniciativa de repopulação da espécie na Argentina.
Juntos, esses programas mostram que a educação ambiental da CBMM é uma estratégia contínua, integrada e de longo prazo, que busca informar e inspirar uma nova geração de guardiões do bioma.
Quase 1 milhão já foram produzidas desde 2025, utilizando sementes coletadas localmente para preservar a variabilidade genética do bioma. A CBMM adquiriu propriedades rurais próximas ao complexo industrial e já plantou mais de 700 mil mudas nativas, contribuindo para a recuperação de cerca de 400 hectares e fortalecendo a conectividade ecológica na região.
Os 40 anos do Criadouro Conservacionista e a consolidação do CDA representam uma contribuição de longo prazo. Ao aliar tecnologia de nióbio à responsabilidade ambiental, a CBMM demonstra que é possível conciliar desenvolvimento industrial com preservação da biodiversidade. Esse modelo integrado abrange desde o Compromisso de atingir a neutralidade de carbono até 2040, até ações locais de educação e reflorestamento.
A transparência dessas iniciativas pode ser conferida nos Relatórios de Sustentabilidade anuais da empresa, que detalham avanços em governança, meio ambiente e impacto social. O CDA e seus projetos associados protegem o presente e constroem bases sólidas para um futuro mais sustentável no Cerrado brasileiro.
A CBMM continua investindo em iniciativas que conectam ciência, educação e comunidade, reforçando seu papel como empresa comprometida com o meio ambiente e o desenvolvimento responsável da região.