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Centro de Desenvolvimento Ambiental (CDA)

40 Anos do Criadouro Conservacionista de Fauna Silvestre do Centro de Desenvolvimento Ambiental (CDA)
O Centro de Desenvolvimento Ambiental da CBMM desenvolve ações de conservação da fauna e flora do Cerrado, pesquisa científica e educação ambiental. Localizado dentro do complexo industrial da empresa em Araxá, Minas Gerais, o CDA surgiu da compreensão de que a operação industrial precisa caminhar lado a lado com a proteção do biorna que a cerca.
O compromisso da CBMM com a conservação ambiental
A CBMM tem demonstrado ao longo dos anos que a sustentabilidade é parte integrante da forma como a empresa opera. As iniciativas ambientais da companhia integram ações de conservação da fauna e da flora do Cerrado, além da preservação de recursos naturais, alinhadas à estratégia de ESG da companhia, com o objetivo de promover harmonia real entre a operação industrial e a conservação ambiental.

O biorna Cerrado, que caracteriza a região de Araxá, é o segundo maior ecossistema do país. Conhecido como o "berço das águas", ele abriga uma das savanas mais ricas em biodiversidade do planeta, com milhares de espécies de plantas, aves, mamíferos, répteis e insetos. Suas nascentes alimentam oito das principais bacias hidrográficas brasileiras, o que o torna estratégico para a diversidade biológica, para o suprimento de água e para o equilíbrio climático de vastas regiões.
O Centro de Desenvolvimento Ambiental: estrutura e propósito O Centro de Desenvolvimento Ambiental ocupa uma área de cerca de 60 mil metros quadrados e reúne quase 50 recintos adaptados, com acesso controlado e um propósito técnico-científico claro: atuar como referência no manejo, na reabilitação e na conservação de espécies nativas de fauna e flora do Cerrado.

Atualmente, o Centro de Desenvolvimento Ambiental abriga dezenas de animais em seus programas de conservação. Desde sua criação, o Criadouro Conservacionista já atendeu mais de 2.400 animais pertencentes a 102 espécies diferentes, com mais de 1.400 nascimentos registrados ao longo desses 40 anos.

No CDA, cada indivíduo desempenha um papel importante na conservação da fauna. Além do cuidado e da recuperação de animais resgatados, o centro mantém espécies voltadas para pesquisa, educação ambiental, reprodução controlada e programas de reintrodução. Quando possível, os animais são preparados para retorno à natureza, contribuindo para a conservação das espécies e o fortalecimento da variabilidade genética das populações silvestres.
Os 40 anos do Criadouro Conservacionista
Inaugurado em 1986, o Criadouro Conservacionista da CBMM celebra em 2026 quatro décadas de dedicação à fauna silvestre e se destaca pela atuação técnica, pelo foco em pesquisa e pela reabilitação de espécies ameaçadas de extinção.

A CBMM foi uma das pioneiras na reprodução do lobo-guará em cativeiro, com 68 filhotes nascidos desde 1990. Atualmente, o CDA conta com 10, entre eles Black, que teve uma das patas amputada após um acidente com máquina agrícola em uma propriedade rural sem qualquer relação com a CBMM. Após recuperado, foi encaminhado ao CDA pelos órgãos ambientais competentes. Outros animais, como tamanduás-bandeira, antas, araras canindé e macacos, também recebem cuidados especializados.
Pesquisa científica e parcerias institucionais
A conservação no CDA é ancorada na ciência. O centro mantém parcerias com universidades e instituições de pesquisa em todo o Brasil. Esses estudos abrangem biologia, comportamento, reprodução e reabilitação de espécies, gerando conhecimento que subsidia tanto as práticas internas quanto políticas públicas de conservação.

A estrutura controlada do CDA permite que as pesquisas sejam realizadas com alto padrão de bem-estar animal, minimizando o estresse dos animais e garantindo resultados confiáveis. Essa integração entre operação industrial e produção científica amplia o conhecimento disponível sobre o Cerrado e suas espécies.
Educação ambiental e engajamento comunitário
A conservação da biodiversidade também passa pela formação de consciência ambiental nas novas gerações e pelo fortalecimento dos laços com a comunidade local. Por isso, desde 1992 a empresa mantém um amplo Programa de Educação Ambiental, que já impactou diretamente mais de 79.930 participantes, entre alunos e professores de diversas escolas da região.

As atividades combinam conteúdo teórico e vivência prática. O Centro de Desenvolvimento Ambiental (CDA) serve como referência prática, permitindo que os participantes conheçam de perto a fauna e a flora do Cerrado, compreendam os desafios da conservação e discutam o conceito de desenvolvimento sustentável, mostrando como ciência, indústria e natureza podem caminhar juntas.
Cientistas do Cerrado
Um dos destaques desse esforço é o projeto “Cientistas do Cerrado”, idealizado pela CBMM em parceria com instituições de ensino locais. Por meio de oficinas interativas, jovens são capacitados em temas como biodiversidade do bioma, aplicações do nióbio e uso de plantas medicinais nativas. O projeto busca formar cidadãos engajados, capazes de valorizar e proteger o patrimônio natural ao seu redor, fortalecendo o vínculo entre a empresa, as comunidades de Araxá e o meio ambiente.

Outros projetos complementares ampliam ainda mais o alcance educativo. O Projeto Refauna, realizado em parceria com universidades do Rio de Janeiro (UFRJ, IFRJ e UFRRJ), atua na reabilitação e reintrodução de espécies nativas, com destaque para a anta. Desde dezembro de 2017, o projeto contribui para a reintrodução de animais à natureza na Reserva Ecológica Guapiaçu, oferecendo casos reais que enriquecem as atividades de educação ambiental.

O CDA também apoia outras iniciativas de conservação em parceria com instituições de referência. No Projeto TamanduASAS, em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG), o centro recebe filhotes de tamanduá-bandeira na fase final de reabilitação; após esse período, os animais são destinados a áreas de soltura, onde recebem colares de GPS para monitoramento e coleta de dados biológicos. Já o Projeto Ritmos da Vida, desenvolvido com o Smithsonian Conservation Biology Institute, utiliza monitores cardíacos para avaliar o comportamento, a fisiologia e a saúde de tamanduás-bandeira; no CDA, a tamanduá Nancy utiliza essa tecnologia, que permitiu o primeiro registro de avaliação de gestação e nascimento de um filhote da espécie com coleta de dados fisiológicos da mãe. O CDA também colaborou com o Projeto Bandeiras e Rodovias, em uma parceria de pesquisa sobre termografia em tamanduás-bandeira de vida livre no Mato Grosso do Sul, e apoia a colaboração entre zoológicos brasileiros e argentinos, tendo destinado um lobo-guará para uma iniciativa de repopulação da espécie na Argentina.

Juntos, esses programas mostram que a educação ambiental da CBMM é uma estratégia contínua, integrada e de longo prazo, que busca informar e inspirar uma nova geração de guardiões do bioma.
Reflorestamento e proteção da flora do Cerrado A conservação no CDA alcança também a flora do Cerrado. O centro conta com um viveiro de mudas que produz cerca de 200 espécies de plantas nativas, sendo 24 delas protegidas por lei. A produção anual chega a aproximadamente 32 mil mudas, utilizadas na restauração de matas ciliares e áreas degradadas.

Quase 1 milhão já foram produzidas desde 2025, utilizando sementes coletadas localmente para preservar a variabilidade genética do bioma. A CBMM adquiriu propriedades rurais próximas ao complexo industrial e já plantou mais de 700 mil mudas nativas, contribuindo para a recuperação de cerca de 400 hectares e fortalecendo a conectividade ecológica na região.
 
Uma contribuição para o futuro: sustentabilidade integrada

Os 40 anos do Criadouro Conservacionista e a consolidação do CDA representam uma contribuição de longo prazo. Ao aliar tecnologia de nióbio à responsabilidade ambiental, a CBMM demonstra que é possível conciliar desenvolvimento industrial com preservação da biodiversidade. Esse modelo integrado abrange desde o Compromisso de atingir a neutralidade de carbono até 2040, até ações locais de educação e reflorestamento.


A transparência dessas iniciativas pode ser conferida nos Relatórios de Sustentabilidade anuais da empresa, que detalham avanços em governança, meio ambiente e impacto social. O CDA e seus projetos associados protegem o presente e constroem bases sólidas para um futuro mais sustentável no Cerrado brasileiro.

A CBMM continua investindo em iniciativas que conectam ciência, educação e comunidade, reforçando seu papel como empresa comprometida com o meio ambiente e o desenvolvimento responsável da região.